Meu segundo trabalho com Ayahuasca
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Manhã fria e nublada. Eu, minha esposa e três amigos (Beatriz, Roberto e Vicenzo) nos preparávamos para um Ritual de Ayahuasca. Minha segunda experiência, primeira de Vicenzo e Bia. Minha esposa e o Beto já conheciam há mais tempo. Desde minha primeira sessão, senti que tinha muita coisa a ser trabalhada e aprendi muito sobre esses temas na terapia. Mal sabia eu que o trabalho me levaria a lugares que ainda não havia visitado e me traria uma compreensão sobre muitas questões que tinham uma raiz em comum, um grande nó a ser desatado.
Diferentemente da minha primeira sessão, na qual fui sozinho (sem pessoas conhecidas), me senti muito mais em casa. Não só porque conhecia muitas das pessoas lá como já conhecia o lugar e antes da cerimônia eu tinha gente comigo, conversando, perguntando, explorando. Me perguntei rapidamente se deveria estar fazendo algo diferente, se eu tinha que estar mais meditativo e me preparando pro que viria, mas afastei essas vozes. Assim como na minha primeira sessão, tentei seguir meus instintos mais puros e vontades mais simples desde o início, aceitando que o que eu estava fazendo era o que eu queria, ficar no presente, estar com quem amo.
Chegamos cedo e conseguimos espaços confortáveis. Estando bem mais preparado do que na primeira vez, levamos colchões e almofadas que com certeza me deixariam muito mais à vontade durante a sessão, parte importante do processo que — por vezes — pode ser tão intenso. Descemos no rio, nos molhamos, conversamos, aguardamos. No início da cerimônia, o xamã veio com informações, uma mini palestra sobre a medicina, regras da casa e sobre os guardiões, as pessoas que estavam lá para nos guiar e proteger.
O ritual se inicia com a aplicação do rapé, cinzas do tabaco que são sopradas nas narinas. O rapé é uma medicina de aterramento, ela te traz para o presente e para aqueles que meditam com frequência, a sensação é que ela te dá um ponta-pé, te jogando diretamente em um estado de meditação profunda que se demora um tempo para chegar. Após a aplicação do rapé feita pelos guardiões, é aberta a cerimônia oficialmente com a primeira dose da Ayahuasca.
Após os aventureiros de primeira viagem pegarem suas doses, fomos para a fila pegar a nossa com nossos copinhos. Tomei minha medicina sentado no nosso cantinho, junto à minha esposa. O processo inicial sempre é muito observador, para mim, mesmo quando tento fechar os olhos e sentir a ação da medicina, estou muito voltado para observar meu corpo, minhas sensações, os sinais de que a medicina está agindo. A Ayahuasca é uma medicina poderosa que mostra com toda sua potência sinais de que está agindo, a atenção a esses sinais acabou sendo parte do tema que trabalhei. Ao contrário de mim, Bia se entrega muito mais facilmente a esses processos, é uma pessoa que é muito mais mística do que eu e parece sempre estar muito mais presente nas coisas que faz. Logo após ingerir a medicina ela se deitou e rapidamente entrou na força. "Entrar na força" é o termo utilizado para quem consegue deixar a medicina agir e começa seus trabalhos espirituais.
Uma das reações que sinto, talvez por meu olfato ser muito apurado, é a sensação de enjôo, todas as vezes que entrei na força, foi imediatamente após vomitar. Essa parte é natural do processo, a medicina age também na limpeza, e te faz botar para fora o que precisa ser posto. Todos tem um baldinho e papel para se apararem. Dessa vez, na primeira dose, senti o enjôo, botei para fora e senti a medicina começar a agir. Mas foi como passar em uma lombada, enquanto sentia que entrava na força, meu corpo já estava se preparando para sair. Dei a mão à Aline. Uma das guardiães pediu a ela que não desse a mão para não atrapalhar o processo. Olhando agora em retrospecto é interessante como as minhas percepções e acontecimentos no dia fizeram parte íntegra do meu trabalho.
O tempo passou, fora da força fui andar pela natureza, ver a fogueira, o rio. Sentei ao lado de minha esposa, sem tocá-la. Ficamos um tempo contemplando o rio, ela também não tinha entrado na força ainda. Observei durante um tempo Beatriz em seu processo, pensando, se mexendo. Seus movimentos estavam fluidos e lindos. Uma hora quando se prostrou no chão, guardiões vieram ver se ela estava bem. Fui lá avisar que com certeza ela estava bem, que esse era o jeito dela de ser também e que era bem normal dela.
Pouco depois encontrei o xamã que viu que eu não estava na força e me falou que se eu não entrasse na força depois da segunda dose, poderia pedir um reforço. Entrei para a segunda dose. Tomei novamente no meu cantinho, esperei e pedi o reforço. Pouquíssimo depois do reforço os efeitos começaram a surgir. Algumas coisas vieram de forma familiar: o suadeiro, o enjôo, a sensação de estar perdendo o controle sobre mim mesmo. Mas em meu primeiro trabalho, tendo ido sozinho, tinha me jogado de cabeça no processo, entregue ao que viesse. Dessa vez meu corpo estava muito mais atento, muito mais voltado ao controle que tento exercer sobre minha vida. O impacto da medicina foi forte e não estava 100% preparado. Pela primeira vez, presenciei as chamadas "mirações", visões claras de imagens ao fechar os olhos, mas esse processo novo aliado ao meu desejo por controle se aliaram de uma forma não muito agradável. As mirações que via eram imagens com cores muito vibrantes e rápidas, como se estivesse passando por um túnel em altíssima velocidade, no qual todas as paredes eram caleidoscópicas, com formas geométricas coloridas se movendo. O desespero bateu momentaneamente.
Junto dessas imagens, quando eu abria os olhos, via imagens remanescentes misturadas ao ambiente. Vi dentes em uma boca gigante no teto, um animal não identificado ao meu lado e mais algumas coisas. Mas nada disso estava lá, nada estava me assombrando ou atormentando, pois quando a atenção chegava a esses lugares, as imagens não estavam lá. Tive o vislumbre da PEIA (Processo Espiritual de Intenso Aprendizado), o conceito de bad trip da medicina, quando o trabalho é intenso demais ou sua mente tenta rejeitar esse trabalho. Senti que ia passar mal e que talvez precisasse até pedir ajuda. A medida de intensidade desse momento é "talvez pedir ajuda", todos os sinais claros de como o controle viria a se tornar parte do meu trabalho. Em meio a tudo isso, tonto, mirações, sensação de passar mal, comecei a me entregar ao processo, lembrando que tinham guardiões ali para nos proteger. Conjurei forças e levantei, comecei a andar para fora. Meu cambalear chamou atenção de um guardião que veio me amparar. Pedi alguma coisa para comer e água e ele me levou até um lugar para sentar e receber a comida. Me entregou um club social fechado. A luta para abrí-lo foi épica, meus músculos e tendões pareciam estar dormindo e não conseguia fazer força para abrir. Como pedir ajuda é último recurso para mim e já tinha recebido ajuda para chegar até ali, lutei com garras e dentes (literalmente) para abrí-lo, finalmente, com a boca. Comi um pouco, bebi água e comecei a andar. Fui deitar ao chão perto do Rio, onde minha esposa estava fazendo seu trabalho e, no momento, estava chorando.
Senti que a medicina não estava sendo gentil comigo, mas provavelmente porque eu estava tentando estar muito no controle com ela. Fui me entregando aos poucos ao processo deitado naquele chão, rolando de um lado para o outro, me esfregando no chão sujo e molhado pela chuva. A sensação de passar mal, não foi embora rápido. Os pensamentos sobre a falta de força, sobre a falta de ar e sobre meu coração vinham e eu tentava afastá-los como se estivesse meditando. Recentemente havia recebido um laudo cardiológico no qual falava que tinha uma obstrução de 20% em uma de minhas artérias. Com 36 anos, uma filha de 10 anos, recém-casado com planos e vontade de começar a sonhar, o laudo me assustou. Já tomo remédio de colesterol por conta da obstrução há alguns anos, mas nunca tinha visto um laudo com um percentual, achei que estava aumentando e o medo da morte estava muito presente nas minhas semanas precedentes à cerimônia.
Mas aos poucos, o trabalho foi ganhando forma. Senti uma vontade absurda de estar junto à minha esposa que estava perto. Eu não tinha forças para isso e sabia que não podia também. Entrei em um estado totalmente infantil no qual falava até em voz alta "eu quero", "eu amo muito", "mas eu não posso". Aline percebeu e voltou suas atenções um pouco para mim. Me senti extremamente conectado com ela o trabalho inteiro e nesse momento, por coincidência ou conexão, ela estava em um momento do trabalho com uma energia muito materna. Me olhou com afeição, rindo e ficou prestando atenção em mim, me mandando pensamentos positivos para eu me sentir melhor. Depois de muito tempo rolando no chão, lutando contra a vontade de estar junto a ela e o medo da morte, consegui reunir um pouco de forças para levantar, pois precisava urgentemente de água. Uma guardiã me viu levantando cambaleando e veio até mim. Eu falei com ela que precisava de água e ela me levou até o bebedouro.
A medicina não te apaga, não te deixa inconsciente, não te dá lapsos de memória. Ela te deixa extremamente consciente e atento a si mesmo. Então estar na força é muito seguro, de certa forma, porque você não se sente louco ou drogado. Você começa a participar de um processo muito interno, mesmo que ainda esteja olhando os seus arredores. Então os guardiões também só auxiliam o quando eles acham que devem para não interferir no trabalho. Ao mesmo passo que o primeiro guardião me deu o biscoito fechado, a segunda me deixou no bebedouro e voltou à sua posição para ver como estavam os outros.
Dali em diante, passei quase todo o tempo em pé, dançando, me movendo, vendo a natureza. Por vezes sentei na fogueira ou no interior do espaço no qual estavam nossas coisas. O meu trabalho começou parecendo que era sobre lidar com frustrações, me senti extremamente conectado com meu lado infantil, que nunca aprendeu bem a lidar com frustrações. Tive diálogos inteiros com mais de um tom de voz, no qual eu dava réplica e tréplica. Às vezes vinha uma voz lá de dentro junta de um gesto que não sei bem explicar de onde veio ou como era. Acho que se eu fosse místico de alguma forma, talvez achasse que tivesse tido algum tipo de encarnação ou algo assim. A vozinha era fina e sarcástica, falando "ardiloso, o menino, ardiloso" enquanto eu dava passos curtos sem muita direção e levava a mão à boca. Isso acontecia toda vez que eu me via querendo ir para perto da Aline, pois a maior frustração que eu estava sentindo era de não poder estar com ela.
Mas dali, o trabalho se transformou, a frustração, naquele caso, nada mais era do que um reflexo da minha insegurança. Insegurança que me atrapalha tanto na minha vida. Sendo parte de mim, entendi que era ela tinha sido de certa forma necessária. Já havia trabalhado isso na terapia e sabia que tinha sido parte dos mecanismos de defesa que se intensificaram após a morte da minha mãe. Eu já não era uma criança com muita autoestima. Minha mãe sempre me elogiava muito, mas parte de mim nunca acreditava, talvez por não ter recebido a mesma validação de meu pai. As coisas que lembro sobre ele nunca eram elogios, mas críticas como que eu tinha que cortar meu cabelo que nem homem. A validação e construção da autoestima vem muito da validação paterna, motivo pelo qual tento sempre elogiar Luisa e falar o quanto ela é especial. Para que ela lembre mais dos meus elogios do que das minhas críticas.
Pensei muito sobre essa insegurança e como ela me afetava especialmente com Aline. O quanto que eu já tinha parado de admirá-la por medo de perdê-la e o peso que eu carregava do medo de nossa relação não ser tão especial para ela como era para mim. Esse medo sirgiu de um diálogo nosso há muito tempo no qual eu transformei uma frase dela e a absorvi com um sentido deturpado de que ela já tinha tido uma relação e um sentimento tão forte com alguém antes e que, portanto, nossa relação não era especial. Lembrei muito do nosso início e do que temos agora. A insegurança perdeu, meu medo dela estar precisando de mim, ou de achar que eu não queria estar perto dela, foi embora e eu tive a pura certeza de como o nosso relacionamento era maravilhoso e especial, de como estar junto é gostoso e quanto eu quero ela em minha vida assim como sei que ela me quer na sua. Chorei e me acalmei, a sensação foi maravilhosa e achei que meu trabalho estava começando a tomar a forma final. Estava enganado.
Assim como a frustração era um reflexo da insegurança, a insegurança era um reflexo de uma falta. A falta de uma coisa que estava muito presente não só no meu dia-a-dia, mas especialmente nas últimas semanas, presente desde o início daquele dia, montando a mochila com coisas para levar para a cerimônia, garantindo a coordenação dos meus amigos, a hora que chegaríamos, o caminho no mapa, gasolina, comidas, lugares, música no carro, se Bia, Beto e Vi estavam bem, ansiosos, nossos lugares quando chegamos, a reação de todos à medicina, o medo de morrer, os efeitos da medicina em mim, as mirações, a tontura, o conforto, o desejo de estar perto de alguém, o medo de perdê-la. O controle.
A perda de controle é uma ilusão porque o controle é uma ilusão. A gente tenta controlar algumas coisas em nossas vidas, mas o exercício constante dele faz com que a insegurança arranje uma casa confortável e grande em sua mente, pois junto do controle vem sempre o medo de perdê-lo. A minha insegurança, o meu medo de perder minha vida, minha esposa, minha filha, tantas coisas, mora coladinho com a minha tentativa constante de ter muita coisa sobre controle. Até antes do início de meu relacionamento, e acho que já contei isso em um texto dedicado à minha esposa, sentia que a Aline era alguém com quem eu podia confiar a ponto de não precisar de tanto controle. Um dia no qual queria encontrá-la ainda como amigo, que ela precisava conversar sobre seu atual namorado, eu quis encontrá-la mesmo estando com minha filha, sabendo que não poderíamos conversar normalmente na frente dela. Os medos vieram, "como vamos conversar?", "será que ela vai curtir?", "será que minha filha vai odiar?", mas afastei todos porque pensei "Cara, é a Aline, só relaxa, vai dar tudo certo com ela". A admiração que tenho pela facilidade com a qual Aline consegue abdicar do controle, aos poucos, foi virando uma luta interna na qual por vezes eu via isso como um defeito, minando diversos momentos nossos, nos quais a insegurança fincou suas garras e se aproveitou de minha baixa autoestima para me deixar triste.
Senti, durante o trabalho, que eu precisava ser mais grato pelas coisas que tenho e aos poucos fui entendendo que as inseguranças não moram no presente. Elas estão na sua mente sempre, mas sempre te levando para um outro momento que não seja o presente. Pode ser passado, uma lembrança que ficou doída, ou futuro, um medo ou receio. Mas estar no presente significa, antes de tudo deixar as inseguranças quietas em seu canto. Na terapia aprendi que nada disso que temos em nossas mentes e espíritos é ruim por natureza. Todas elas tiveram um motivo de ser e tudo faz parte do nosso "ser". Mas ao mesmo tempo, a diferença entre ser refém delas e saber identificá-las faz com que toda maldição vire uma benção. As minhas inseguranças existem para me proteger, assim como uma armadura que posso vestir. Mas se eu uso a armadura o tempo todo, eu privo o meu corpo das sensações de pele, do contato, do afeto. Se eu a visto em um momento adequado, ela me protege de fato, cumpre seu propósito e eu volto a poder despí-la. O mesmo acontece com o controle. Apesar dele ser uma ilusão, isso não significa que nós não devamos tentar controlar algumas coisas ao nosso redor para alcançar nossos sonhos. Mas se eu tento exercê-lo sempre, eu não dou espaço e conforto para as coisas mudarem de lugar, se realocarem e acharem conforto.
Ao final do efeito da força, quando o xamã estava chamando todos para dançar, eu achei que a cerimônia chegava ao fim. O menino dentro de mim dialogou e falou que agora era a hora que estávamos esperando, para chamar a Aline, ver se ela quer dançar e participar dessa parte tão linda do processo. "Menino ardiloso, o menino". Mas meu menino me lembrou que era o combinado, não era um truque, nos diálogos que tive o meu desafio era poder aguentar até essa hora, mas que o final, no qual todos se reúnem, era o momento de estar com minha esposa. Desci para chamá-la, fiz algumas palhaçadas, como sempre faço, eu e meu menino. Subimos e participamos da parte linda e acolhedora que viria.
Ao final dessa etapa, foi anunciada que daria início a terceira dose. Eu já tinha passado por tanta coisa que achei que a cerimônia estava acabando. Eu e Aline nos olhamos de olhos arregalados. Ambos já tínhamos trabalhado muito, tomamos uma dose pequena, um dedo para ela, meio copinho para mim. Ela se juntou a roda de dança com seu tambor enquanto eu esperava o efeito da medicina. Pedi uma dose de rapé, que me aterrou e jogou direto na força. Olhava Aline dançando, um exercício importante para eu lembrar que eu posso admirá-la de longe e que ela volta, ela pode dançar sozinha ou com outros, tá tudo bem. Segurei a vontade de dançar junto dela, porque sabia que esse controle era importante para eu largar o controle que me trazia a insegurança. Depois de um tempo acabei saindo para pegar água e fiquei contemplando a natureza e a fogueira. Dancei, sentei, segurei a mão dela, contemplei, enquanto o trabalho interno chegava ao fim. Tinha que me lembrar mais de agradecer e aceitar a perda de controle.
No dia seguinte, fiquei extremamente emotivo. De manhã, eu acordei um pouco na força, senti o trabalho do dia anterior presente ainda, pensei sobre todas as coisas que tinham acontecido no dia anterior, chorei e ri ainda na cama, antes de levantar. Sensação plena de estar medicado. Chorei quase o dia inteiro, enquanto Aline não estava muito energética. Pós Ayahuasca e com TPM ela estava no auge da falta de energia. Maratonamos "Ilhados com a sogra", pedimos comida, tivemos um dia calmo e relaxado, sem preocupações. Eu extremamente carinhoso e chorão.
Durante esses 20 dias que passaram, tentei agradecer mais, me lembrar de pensamentos da cerimônia, largar um pouco mais do controle e me sentir seguro comigo mesmo. É incrível como o processo é transformador e eu me sinto totalmente diferente desde então. Esses vinte dias tiveram seus altos e baixos, meus momentos de insegurança, crise de hérnia de disco, muitas coisas. Mas sigo enfrentando os novos desafios de cada dia agora um pouco mais consciente da minha necessidade de controle e sabendo melhor como não usá-la. Da cerimônia, além das lembranças, fiquei com um token, um gesto que me marcou lá para me lembrar de me trazer pro presente. Tenho usado-o com frequência quando me vejo deixando a insegurança me levar para longe do momento.
Edit: escrevi esse texto em Janeiro de 2026 e hoje, quase seis meses depois, vejo como ainda é difícil vivenciar esse trabalho na pele, ter em mente tudo que ele me trouxe e lidar com as novas coisas que vão surgindo. Ao mesmo tempo que ainda me sinto mais agradecido por ela e faço questão de demonstrar, essas demonstrações de afeto caem na rotina, passam desapercebidas e novas questões surgem. O trabalho nunca acaba e isso não é ruim, é só a vida.